Cee Lo Green - The LadyKiller

De Atlanta para o Mundo. Duma infância conturbada para uma carreira de sucesso - e que ainda está começando. Apesar de Cee Lo ainda estar apagado na mídia, tudo indica que sua voz ainda conquistará muitos ouvidos, sustentado pelo recente lançamento do álbum The LadyKiller.

Desde o lançamento deste, suas aparições em programas de TV americanos, e shows pelas inacabáveis terras dos EUA, estão ficando cada vez mais frequentes. Basta uma simples busca no youtube com seu nome, e muitos vídeos do homem pipocarão.

De nascimento, Thomas DeCarlo Callaway figurou nas paradas primeiramente como rapper, com a 'banda' Goodie Mob. Porém, este projeto era apenas algo tosco para um começo de carreira. Um ou dois anos depois ele seguiu solamente sozinho uma carreira solo.

Pulando o auge de sua carreia, na banda Gnarls Barkley, que será tópico para outras muitas linhas dedicadas, Cee Lo separou-se temporariamente do seu então parceiro Danger Mouse, cada um para um lado para investir em estilos diferentes.

Neste contexto entra o álbum The LadyKiller, lançado em novembro do ano passado. O CD conta com uma inspiração óbvia nos filmes do 007, daí o nome The LadyKiller. Na primeira faixa do álbum, ele manda a seguinte frase:

"But, I'm not above the law, and I'm certainly not lawless. But when it comes to ladies... I have a license to kill"

Claramente o sentido da frase não é literal, e sim figurado. Sua intenção se confirma na faixa que fez grande sucesso mesmo antes de sair o álbum, Fuck You, onde conta a história de como era rejeitado pelas mulheres desde a infância, e como, com o sucesso, conseguiu inverter o papel e começar a esnobar as fêmeas. Sabe-se lá se isso é algo pessoal ou uma mera temática que aborda.

Mas, The LadyKiller não são só ladainhas superficiais. Diria, muito pelo contrário. O resto do CD contém faixas excepcionais, com letras profundas e melodias inovadoras.

Logo depois da introdução, vem um presente para os necessitados duma pitada da velha guarda: a música Bright Lights Bigger City. Uma homenagem às agitadas noites da população moderna, e sua vontade de entupir-se em clubes, bares e afins; mas sem deixar o estilo do Soul para trás ou render-se às Electric Musics para falar do assunto, como estão encaminhando grande parte dos rappers para se moldar à demanda atual.

A frase: "The city belongs to us tonight" diz tudo.

Adiante, temos a melhor e mais sensacional faixa do CD, Wildflower, uma poesia em forma musical. Tão gostosa de ouvir que se torna viciante. Letra alegórica e impecável.

Sem nunca perder sua parte negra da vida, não podia faltar a música macabra da vez. Estamos falando de Bodies, com sua bateria incessante e um backvocal sombrio.

Encaminhando-se para o fim, digo que o CD todo é uma delícia, e trás um pouco do Soul e do Funk antigo em novos moldes, sem perder sua essência e dando nova vida à esses estilos que, na minha opinião, estavam latentes.

Uma curiosidade: Cee Lo é um cara estiloso, em todas as apresentações faz questão de vestir-se peculiarmente - assim como toda sua banda -, sempre com óculos estranhos, ternos coloridos, chapéus e às vezes até uma bengala. É uma espécie de Jô Soares negro.

Em outras palavras, É O Cara.

O álbum inteiro e as faixas extras você pode conferir aqui.

Um Bônus: Uma parceria de Cee Lo e a atriz Eva Mendes, Pimps Don't Cry.

Inté outrora.

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